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domingo, 29 de maio de 2011

UM DIA DE DOMINGO

       Hoje é domingo. Dia dos trapalhões. Pelo menos era assim até a década de 90. Lembro o quanto ficava esperando dar sete horas da noite pra ficar de frente à TV. Era uma hora garantida de risadas. Meu coração e meu estômago ficavam seriamente divididos quando tinha algum aniversário pra ir naquele horário. Entre uma fatia de bolo e outra, dava uma espiadinha na televisão.
       O domingo de hoje também é dos trapalhões. Mas faltam motivos pra dar risada. Dedé Santana, de 75 anos, está internado desde a última sexta-feira no Hospital Barra D’or, no Rio de Janeiro. Segundo a assessoria do hospital, Dedé teve um problema no estômago, que evoluiu para uma pequena hemorragia. O estado de saúde do comediante é estável, mas ainda sem previsão de alta. Mais triste ainda é a falta de respeito de pessoas que puseram a hashtag #ripdedesantana nos Trending Topics do Twitter. RIP são as iniciais de rest in peace, ou seja, Descanse em paz, em inglês.
       Eu assisti ao filme A Filha dos Trapalhões levado a cinema por minha tia, ainda nos cinemas Ritz/Astor, bem antes de sua queda e renascimento. Vinte e sete anos depois, o filme volta a cartaz. Mas por um motivo no mínimo inusitado. A atriz Fernanda Americano do Brasil, que fez o papel exatamente da “filha”, está processando a empresa de Renato Aragão.  Fernanda, hoje com 31 anos de idade, pede R$ 1 milhão de direito de imagem. De acordo com o site NaTelinha, o advogado de Fernanda, Leonardo Almendra afirmou que “o filme teve, na época 2 milhões de espectadores”. Ele classifica o episódio como exploração de imagem. O irmão de Didi, Paulo Aragão, se defende dizendo que tudo foi feito dentro da legalidade.
      Mas legal mesmo é poder rever um dos melhores quadros da história do programa. Didi, Mussum e Zacarias interpretando uma história de amor, tendo como fundo musical a música Terezinha, de Chico Buarque, gravada por Maria Bethânia no disco Pássaro da Manhã, de 1977.
      Domingo é dia de sorrir.

 *Um dia de domingo é uma composição da dupla Michael Sullivan e Paulo Massadas. Gravada por vários artistas, foi imortalizada na voz de Gal Costa.



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